Feliz medo novo

Feliz medo novo

O primeiro dia de 2018 foi assustador. Descobri que estou cerca de 12% acima do meu peso ideal – eu acho, não sei fazer contas. Não me reconheço em fotos e não me reconheço no espelho. As únicas lembranças que tenho da virada são aquelas da memória.

Tenho passagens para daqui a dois meses e seis dias, estou alternando entre náusea e dor de barriga só de pensar em estar gorda desse jeito em um lugar novo, sem ter um plano 100% concreto.

O otimismo de quando digitei os números do cartão de crédito no site da companhia aérea se transformou em ansiedade, a expectativa está sendo atropelada pela saudade prematura que vou sentir do meu cachorro. Continue lendo “Feliz medo novo”

A carta de amor mais triste

A carta de amor mais triste

Já faz um mês que parti meu coração rompendo seja lá o que era que nós tínhamos e tudo que sei sentir é apatia e solidão.

Eu preencho as manhãs com trabalho e listas intermináveis de coisas para fazer. É com tanta voracidade que desempenho minhas tarefas logo depois de acordar que o que me resta são tardes que não sei preencher, a não ser por tentar afastar o sentimento da sua ausência na minha vida. Continue lendo “A carta de amor mais triste”

Tempo para ter tempo

Tempo para ter tempo

Estou ansiosa porque acho que não vai dar tempo e que logo vai ser tarde demais.

Vago isso, né?

Mas hoje a ansiedade brota dos emails de trabalho que não me respondem, emails que queria receber para saber do que vai ser do resto do meu dia, do meu amanhã, dos próximos seis meses.

Trabalhar de casa como freelancer não ajuda se você é uma pessoa que quer certezas na vida, mas foi a escolha que eu mesma fiz em nome da minha liberdade – que claramente não sei muito bem como administrar.  Continue lendo “Tempo para ter tempo”

Existe companhia na solidão

Existe companhia na solidão

Ansiedade é uma coisa muito louca. Na verdade, eu não sei te dizer qual patologia está agindo no momento, pode ser depressão, pode ser transtorno bipolar, pode ser ansiedade. Acho que nem os médicos sabem direito e também não acredito muito nesses rótulos específicos demais para…. enfim.

Mas uma coisa é real: a dor. É a sensação de não conseguir respirar, de desejar ser invisível para poder correr para o canto da sala de aula e chorar abraçando os joelhos, de querer arrancar sua pele e seus cabelos, abrir suas veias ou seja lá como isso se manifesta nas outras pessoas. Continue lendo “Existe companhia na solidão”

Clicar no pontinho verde e falar com você 

Clicar no pontinho verde e falar com você 

Eu vejo um pontinho verde ao lado da sua foto que indica que você está online. A sua foto é linda, aliás. Sua persona pública é sempre tão séria e vive debaixo demula nuvem negra e ranzinza – pelo menos é isso que me vem à mente quando leio suas opiniões por aí.

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